EMARANHADO

Em um emaranhado de vislumbres, me contorço em meu próprio corpo.
As linhas mostram vestígios da vida, das vivências; apertando, marcando na carne viva de quem existe. Carne que se entrega de corpo e marcas. Aceita a vida em rendição.
Brutais são as circunstâncias que a existência penetrou no corpo ainda vivo.

Resíduos de um não pertencer.
Destroços e fragmentos de uma pele.

| 2020 |